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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Psicologia dá dinheiro?"

Depende de você, estudante. Se você quer faturar alto trabalhando na Psicologia, alguns concursos do judiciário, legislativo ou faculdades públicas costumam se diferenciar dos outros com uma remuneração gigantesca.  

Nesta página do CREPOP dá pra ter uma noção geral dos concursos, média de 1.500 reais. Ou seja, sem um concurso top, sobra os processos seletivos para cargos de chefia em recursos humanos que também costumam ter boa remuneração mas grande exigência.

O trabalho como profissional liberal (clínica) é o mais flexível, mas no início é complicado obter clientes (talvez uma cooperativa facilite) e às vezes frustante, ainda mais se você não se empenhou na sua graduação. Daí que pode ser até mais difícil que os outros pois envolve o contato com cada cliente, avaliando seu trabalho e pagando diretamente. Alguns desses profissionais também trabalham em faculdades particulares dando aulas e pagos por aula dada (horistas) para complementar a renda. 

Especialização é uma consequência natural, ainda que não seja formal mas você vai inevitavelmente escolher uma linha e um área de atuação, talvez já na graduação com o andamento do curso, disciplinas e com o que você tiver afinidade.

Trabalho em empresa pode ser maçante, mas se você gosta de hierarquia, bater cartão, vá em frente.

O mais importante: criatividade. A Psicologia como um todo aqui no Brasil carece de bons profissionais e pesquisadores engajados que desenvolvam projetos inovadores, com metodologia prática/útil e de resultado. A desculpa que o "mercado tá ruim" não cola quando há tanta coisa possível de ser feita em várias áreas, o fato é que o mercado de "clínica" está inflacionado.